Você olha para trás e percebe que o tempo passou, seu filho cresceu, e agora?
tem a sensação do dever cumprido, mas não tem a certeza do amor que seus filhos sentem
por você.Fica sempre aquela perguntinha, será que sou uma boa mãe?
questiona sempre.E por mais que saiba,e tente ser, sempre quer escutar, um agradecimento e reconhecimento dos filhos,com gestos e atitudes de amor que nos surpreendessem, impossível? seria tão simples se tudo fosse como queríamos, escutar palavras amorosas e ter um carinho o qual nós achamos que merecemos, seria o suficiente para um relacionamento cordial, gentil,compreensível? e que o amor nunca fosse esquecido naqueles momentos que suspiramos por alguma coisa ter dado errada, pensamentos vem e pensamentos vão.... fica sempre se perguntando...será ....que....meus filhos, me odeiam mais do que me amam, aí vc se desespera por chegar a conclusão que tanto fez por eles,passou por tantos problemas, enfrentou tantos preconceitos, claro, por ser mãe solteira,e talvez o que eles falam, como se expressam,quando dirigem algumas palavras impulsivamente, não era o que vc esperava realmente ouvir. Então fica difícil suportar deles a ingratidão.De vez em quando, vem à tona, a ficha cai,e aí, lembranças surgiram em sua mente, quando estava ali sozinha na maternidade sem a presença do pai, quando nasceu seu filho ou filha, e de nunca ter experimentado como seria a sensação do pai de seu filho (a) se ele estivesse ali junto compartilhando aquele momento de tanta emoção. Muitas lágrimas rolaram pela sua face..mas ao mesmo tempo a felicidade é maior do que tudo isso, e aí vc pensa não preciso de homem para este momento, um pouco contraditório, mas momentos de superação, de uma grande mulher, mãe dedicada e muito independente, é compensador.E que não está nem aí para o pai de seus filhos, parece que não teve pai, só vc os fez. Isso é fantástico!
Por ter superado todos obstáculos, e ter dito a você mesma que criaria seu filho, sua filha, sem pai....
sendo forte, venceu tantas guerras, precisou se desdobrar em duas figuras, pai e mãe.E foi a luta...
trabalhou mais do que devia, passou por cada uma, heim mãe, quando seu filho lhe pedia um brinquedo caro, e nunca pôde comprar, muitas vezes com o coração partido negava, dizendo não posso comprar, filho ou filha. Mas hoje olhando para seus filhos, percebendo, estarem crescidos, donos de si, indo em busca de seus ideais, e sendo responsáveis , vendo que chegou a hora deles desfrutarem de sua independência,a felicidade de ser mãe solteira é inquestionável, é um motivo de orgulho de ter sobrevivido a tantas angústias,por ter procurado dar uma boa educação,e satisfeita por ter contribuído e ter dado o melhor, é um processo bastante gratificante, e pensa: sou mãe e agradeço a Deus pela força , pelos momentos que tivemos de tantas felicidades juntos, por eles serem pessoas de bem, sendo generosos,bom caráter e de grande personalidade!.Instantes passageiros de discórdias , são passados adiante, e o que importa nisso tudo, é ter olhado pra trás e ter a consciência e a certeza que o amor é primordial, e que eles nascerem para a felicidade de todos, fizemos tudo por amor,e valeu a pena ter vencido!.e nunca devemos cobrar este amor, cada um ama a sua maneira, e demonstra do seu jeito.É aterrorizante querer que os filhos sejam como queremos que eles fossem, cada um tem seu livre arbítrio de ser o que é. Independente de ser filhos de mãe solteira ou não,são filhos de Deus, merecem serem amados, respeitados,e compreendidos.